Há alguns anos rolou na Internet o vídeo (clique para assistir) de um artista de rua colando suas pinturas e desenhos na parede de um casarão, em Santa Teresa, e explicando sua realidade num discurso político social intenso sobre igualdade. O nome dele era Eduardo Marinho e ele foi um dos convidados, em 20 de novembro passado, do TEDxDaLuz (clique para conhecer o evento, que se dedicou a escutar a historia de pessoas que experimentam uma vida mais profunda e significativa), em São Paulo, realizando uma palestra contando sua experiência de abandonar tudo o que tinha, seu conforto e sua educaçao numa familia abastada, para viver em igualdade com todos, seguindo sua intuição.
Numa conversa ao final da palestra, ele reagia aos cumprimentos dizendo que “o pior é que o que eu falei não é nenhuma novidade“. Não é, e algumas vezes parece ser um discurso utópico antigo, quase ingênuo, mas o que chama a atenção é a verdade que se sobressai dele, e a trajetória de vida que Eduardo percorreu pra encontrá-la. Com as impressões intuitivas, as observações das diferenças e até mesmo com as representações de sonho, ele não criou o caminho perfeito, mas criou o caminho genuíno dele mesmo.
Ele fala de escolhas, de consciência. Fala sobre a condição de ser livre, e o preço da liberdade. É uma das entrevistas mais emocionantes que eu já assisti nos últimos tempos, pois fala diretamente da minha realidade, e por isso me identifico. Acredito que seja também a realidade de quase todos os que frequentam esse blog: pessoas da classe média, que por algum motivo sabem que a vida é muito mais, e procuram um significado maior para ela, do que simplesmente fazer dinheiro e continuar vivendo na nossa bolha-zona sul:
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